
A Cruz, os infernos e a Ressurreição de Cristo
Os sofrimentos de Cristo no corpo e na alma
O principal sofrimento de Cristo não foi no corpo, mas na alma.
“Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu mais do que todos os homens juntos, não só no corpo, mas principalmente na alma. Seu sangue foi cruelmente flagelado, coroado de espinhos, batido, cuspido, zombado, tido por um louco, enquanto Ele era a Sabedoria eterna encarnada. Carregou a cruz, foi pregado na cruz. [...] Mas, de todo esse sofrimento, o que mais O afligiu foi o sofrimento pelos nossos pecados.”
Cristo quis sofrer para reparar os pecados da humanidade. Cada flagelação, cada humilhação e a própria cruz têm como causa os nossos pecados.
“Não sofreu tanto para reparar pelos pecados dos judeus, mas para nos tirar dos nossos pecados, da nossa miséria.”
Complemento bíblico:
“Ele tomou sobre si as nossas dores e carregou as nossas enfermidades” (Is 53,4).
“Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3).
CIC 1992:
“O sofrimento de Cristo tomou a sua forma suprema no momento da sua paixão e morte redentora. Ele assumiu e transformou a morte em um ato supremo de amor e de entrega” (CIC §609).
“Jesus, ao aceitar livremente a sua paixão e morte por amor, ofereceu a sua vida ao Pai pelo Espírito Santo, para reparar a nossa desobediência” (CIC §614).
O porquê da Redenção pela cruz
Cristo, ao aceitar a cruz, revelou ao mundo a grandeza do amor de Deus.
“Na paixão de Nosso Senhor nós temos o resumo de todo o Evangelho, de todas as virtudes a serem praticadas: o amor a Deus, o amor para com o próximo, a paciência, a humildade, a fortaleza, a temperança, a justiça, a misericórdia. Todas as virtudes estão presentes na paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
A cruz não foi um acaso, mas escolhida por Deus como meio de Redenção.
O pecado entrou no mundo pelo fruto de uma árvore; a salvação entrou pelo fruto da árvore da Cruz.
Cristo foi levantado entre o céu e a terra, como mediador entre Deus e os homens.
Os braços abertos na cruz manifestam “a largueza, a grandeza e a misericórdia do amor de Deus”.
“Nosso Senhor morreu crucificado, a pior morte, pena reservada aos piores criminosos. Ele morreu na cruz não apenas para reparar os nossos pecados atuais, mas sobretudo o pecado original, cometido pelo fruto da árvore proibida. [...] Do madeiro da cruz nos vem a salvação.”
Complemento bíblico:
“Assim como, por um só homem, entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte, assim também pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rm 5,12.19).
“Cristo nos resgatou da maldição da Lei, tornando-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro” (Gl 3,13).
CIC 1992:
“A cruz é o único sacrifício de Cristo, ‘único mediador entre Deus e os homens’. Mas, porque na sua pessoa divina encarnada, de alguma forma, se uniu a todo homem, oferece a todos, de modo único e irrepetível, a possibilidade de se associarem ao mistério pascal” (CIC §618).
“O amor de Cristo nos constrange, ao pensar que um só morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por eles” (CIC §616).
As três fases da Lei Mosaica
A morte de Cristo encerra a Antiga Aliança e inaugura a Nova e Eterna Aliança:
“Com a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, a lei mosaica está completamente cumprida e suprimida. A partir desse momento, temos três fases para a Lei Mosaica.”
Primeira fase – desde Moisés até a morte de Cristo:
A lei mosaica estava viva e eficaz, conferindo as graças por meio das cerimônias.
Santo Agostinho chama esse tempo de “lei viva”.
Segunda fase – da morte de Cristo até o ano 70 (destruição de Jerusalém):
A lei já estava morta, mas ainda não era mortífera.
Praticar seus ritos não era mais necessário, mas também não era pecado mortal, porque Deus concedeu um período de transição à natureza humana.
Por isso vemos os Apóstolos ainda frequentando o Templo de Jerusalém.
Terceira fase – após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C.):
A lei mosaica passa a ser mortífera.
Continuar praticando seus ritos equivale a negar que Cristo é o Messias.
Assim, após o ano 70, praticar os ritos da antiga lei tornou-se um pecado grave.
Complemento bíblico:
“Cristo é o fim da Lei, para justificar todo aquele que crê” (Rm 10,4).
“Ninguém vos critique por causa de comida ou bebida, ou a propósito de festas, luas novas ou sábados: tudo isso é sombra do que devia vir; a realidade é Cristo” (Cl 2,16-17).
CIC 1992:
“A Lei antiga é a primeira etapa da Lei revelada. Suas prescrições morais são resumidas nos Dez Mandamentos. Mas, apesar de santa, espiritual e boa, ainda imperfeita. [...] Constitui uma preparação para o Evangelho” (CIC §1963-1964).
“A Lei nova é a graça do Espírito Santo recebida pela fé em Cristo, que atua pela caridade. É a perfeição da Lei de Deus, natural e revelada. [...] É a ‘Lei do amor’” (CIC §1965-1966).
Circunstâncias da crucificação e da morte de Nosso Senhor
No momento da morte de Cristo, muitos fenômenos sobrenaturais aconteceram diante de todos como testemunho: a terra tremeu, o dia escureceu às três horas da tarde, alguns mortos ressuscitaram e o véu do Templo se rasgou. A própria natureza reconheceu o seu Criador, enquanto muitos homens permaneciam indiferentes.
A Virgem Santíssima esteve de pé junto à cruz, não em desespero, mas firme, oferecendo o exemplo supremo da união ao sacrifício redentor.
Jesus foi sepultado em um túmulo novo, pertencente a José de Arimateia, membro do Sinédrio. O sepulcro foi fechado com uma grande pedra e guardado por soldados, para impedir que se roubasse o corpo. Deus, em sua providência, transformou a vigilância em prova ainda maior da ressurreição, pois a presença dos soldados tornaria impossível qualquer fraude.
A morte de Cristo foi verdadeira: sua alma se separou do corpo, mas a divindade permaneceu unida tanto à alma quanto ao corpo. Por isso, o corpo não sofreu corrupção, cumprindo a profecia: “Não deixarás o teu Santo conhecer a corrupção” (Sl 16,10).
Complemento bíblico:
“E eis que o véu do Templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas se fenderam” (Mt 27,51).
“Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19,25).
CIC 1992:
“Jesus conheceu a morte como todos os homens e sua alma separada do corpo permaneceu no estado da morte” (§624).
“O sepultamento de Cristo manifesta a sua solidariedade com os mortos, em tudo semelhante a nós, salvo no pecado” (§625).
A descida aos infernos
Ao professar no Credo que Cristo “desceu aos infernos”, afirma-se que sua alma realmente esteve no lugar dos mortos, enquanto o corpo permanecia no sepulcro. Essa descida não foi ao inferno dos condenados, mas ao limbo dos justos, onde estavam os santos do Antigo Testamento, esperando a abertura do céu.
O lugar dos mortos, de modo geral, compreende quatro estados:
O limbo dos justos, onde os santos do Antigo Testamento aguardavam sem sofrimento, já purificados e amigos de Deus.
O purgatório, onde as almas sofrem purificação temporária.
O limbo dos bebês, onde permanecem as almas que morreram com o pecado original, sem batismo, mas sem pecados pessoais.
O inferno propriamente dito, onde se encontram os condenados.
Cristo desceu ao limbo dos justos para anunciar a Redenção e abrir-lhes as portas do Céu.
Complemento bíblico:
“Ele foi pregar aos espíritos em prisão, aqueles que outrora foram rebeldes” (1Pd 3,19-20).
“Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).
CIC 1992:
“A descida de Jesus aos infernos constitui a plena realização do anúncio evangélico da salvação. É a última fase da missão messiânica de Jesus: proclamar a libertação aos espíritos detidos” (§634).
“O Cristo morto, em sua alma unida à pessoa divina, desceu à mansão dos mortos. Abriu as portas do Céu aos justos que o tinham precedido” (§637).
O limbo dos justos
No limbo dos justos estavam as almas dos santos do Antigo Testamento — Abraão, Moisés, Davi, os profetas e os fiéis que morreram em amizade com Deus. Ali não havia sofrimento, mas uma espera pela Redenção. Cristo, Cabeça do Corpo Místico, deveria ser o primeiro a entrar no Céu; por isso, todos os justos aguardaram sua vitória sobre a morte.
O purgatório
O purgatório é o estado das almas que morreram em amizade com Deus, mas ainda com pecados veniais ou penas temporais não satisfeitas.
Todo pecado tem duas dimensões: a culpa, que pode ser perdoada, e a pena, que precisa ser reparada. Mesmo após o perdão sacramental, a alma deve satisfazer a justiça de Deus, seja pela penitência nesta vida, seja pela purificação no purgatório.
Ali há dois tipos de pena:
A pena de dano, que consiste na separação temporária de Deus, com o sofrimento de não ver ainda sua face.
A pena de sentido, que inclui sofrimentos purificadores, simbolizados pelo fogo espiritual.
Complemento bíblico:
“É coisa santa e salutar rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados” (2Mc 12,46).
“A obra de cada um será provada pelo fogo. Se a obra resistir, receberá recompensa; se se queimar, sofrerá prejuízo, mas será salvo como que através do fogo” (1Cor 3,13.15).
CIC 1992:
“Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, passam por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (§1030).
“A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos” (§1032).
O limbo dos bebês
O limbo dos bebês, segundo a teologia tradicional, é o estado das almas que morrem sem batismo e sem uso da razão, carregando apenas o pecado original. Essas almas não sofrem penas de sentido, mas permanecem privadas da visão beatífica. Gozam de felicidade natural, mas não da felicidade sobrenatural do Céu.
Esse ensinamento ressalta a gratuidade da salvação e da graça, mostrando que ninguém tem direito ao Céu senão por pura misericórdia de Deus.
O inferno
O inferno propriamente dito é o estado eterno das almas que morrem em pecado mortal, inimigas de Deus e separadas d’Ele para sempre. Basta um só pecado mortal não arrependido para condenar a alma.
O inferno implica a pena de dano, que é a separação eterna de Deus, e a pena de sentido, simbolizada pelo fogo eterno.
Complemento bíblico:
“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25,41).
“O seu verme não morre e o fogo não se apaga” (Mc 9,48).
CIC 1992:
“Morrer em pecado mortal sem estar arrependido e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa permanecer separado d’Ele para sempre por nossa própria e livre escolha. Este estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados é o que se designa pela palavra inferno” (§1033).
“O principal castigo do inferno consiste na separação eterna de Deus” (§1035).
Complemento: A descida de Cristo aos infernos
Cristo, ao morrer, desceu ao limbo dos justos, permanecendo ali durante todo o tempo em que esteve no sepulcro. Este lugar era chamado de “paraíso” em certo sentido, pois estava reservado para os santos do Antigo Testamento que aguardavam a Redenção.
A palavra de Cristo ao bom ladrão confirma isso: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43), mostrando a grandeza do arrependimento daquele que, na cruz, suplicou misericórdia.
A descida de Cristo também produziu efeitos:
No purgatório, aliviando as penas das almas em purificação pelos méritos de sua paixão.
No inferno dos condenados, não pela presença de sua alma, mas pelos efeitos da Redenção, que aumentaram ainda mais a condenação dos réprobos, pois viram que tudo lhes foi oferecido e rejeitado.
Assim, é preciso distinguir bem: Cristo esteve realmente no limbo dos justos; no purgatório e no inferno atuou apenas pelos efeitos de sua obra redentora.
Por isso, quando o Credo afirma que Ele “desceu aos infernos”, deve-se compreender esta distinção. Usar apenas a expressão “mansão dos mortos” é impreciso e pode gerar confusão, pois Cristo não foi ao estado de todos indistintamente, mas especificamente ao limbo dos justos, levando a certeza da Redenção.
Complemento bíblico:
“Porque também Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus; morto segundo a carne, mas vivificado pelo Espírito, no qual foi pregar também aos espíritos em prisão” (1Pd 3,18-19).
CIC 1992:
“Jesus não desceu aos infernos para libertar os condenados, nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que o haviam precedido” (§633).
A Ressurreição de Nosso Senhor
Ao terceiro dia, Nosso Senhor ressuscitou dos mortos. Foram três dias incompletos: parte da sexta-feira, o sábado inteiro e parte do domingo. Não sabemos a hora exata da Ressurreição, e justamente isso nos recorda o cântico da Vigília Pascal: “Ó noite verdadeiramente bem-aventurada”. O Antigo Testamento já havia prefigurado a Ressurreição, como Jonas no ventre da baleia por três dias e três noites.
Nosso Senhor esperou o terceiro dia para não restar dúvida de Sua morte: não ressuscitou imediatamente, para não parecer ilusão; nem demorou além, para não gerar desespero. Assim, ressuscitou nas primeiras horas do domingo, quando Sua alma se uniu novamente ao corpo. Ressuscitou por virtude própria, porque é Deus verdadeiro e Senhor da vida e da morte.
Bíblia
Mt 28,6: “Não está aqui, pois ressuscitou, como havia dito.”
Lc 24,7: “O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia.”
Jonas 2,1: “Jonas esteve no ventre do peixe três dias e três noites.”
Catecismo
CIC 638: “A verdade da Ressurreição de Cristo é o ponto culminante da nossa fé em Cristo.”
CIC 639: “A Ressurreição de Jesus é a verdade fundamental da fé cristã, pregada como parte essencial do Mistério Pascal desde os primeiros tempos.”
Corpo glorioso com seus dotes
O corpo ressuscitado de Cristo é um corpo glorioso, dotado de perfeições sobrenaturais:
Impassibilidade: não sofre mais dor nem está sujeito à morte.
Claridade: resplandece de glória, como já se manifestara no Tabor na Transfiguração.
Agilidade: pode mover-se instantaneamente, aparecendo e desaparecendo sem dificuldade.
Sutileza: entra no Cenáculo mesmo com as portas fechadas.
Cristo conservou em Seu corpo glorioso as chagas da Paixão, não mais como feridas, mas como troféus de vitória. O que antes foi humilhação, tornou-se glória.
Bíblia
1Cor 15,42-44: “Semeia-se corpo corruptível, ressuscita incorruptível; semeia-se corpo desprezível, ressuscita glorioso; semeia-se corpo fraco, ressuscita cheio de força; semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual.”
Jo 20,19: “Estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos, Jesus veio e pôs-se no meio deles.”
Catecismo
CIC 645: “Jesus ressuscitado possui um verdadeiro corpo humano, mas ao mesmo tempo participa da vida divina em estado de glória.”
CIC 646: “A Ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, mas a passagem à vida gloriosa, para além do tempo e do espaço.”
As provas da Ressurreição
O Senhor confirmou abundantemente a realidade da Ressurreição:
Testemunho dos anjos, que anunciaram às santas mulheres: “Não está aqui, ressuscitou.”
Aparições sucessivas: às mulheres, a São Pedro, aos discípulos de Emaús, aos apóstolos reunidos, a São Tomé, a mais de quinhentos irmãos de uma só vez.
Provas sensíveis: mostrou as mãos e o lado, deixou que O tocassem, comeu diante deles peixe assado, falou, caminhou e ensinou.
Provas espirituais: explicou as Escrituras e confirmou que tudo acontecera como estava escrito.
Assim, demonstrou que era o mesmo corpo humano de antes, não uma aparição, mas agora plenamente glorificado.
Bíblia
Jo 20,27: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado. Não sejas incrédulo, mas crê.”
Lc 24,30-31: “Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes deu; então se lhes abriram os olhos e o reconheceram.”
1Cor 15,6: “Apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez.”
Catecismo
CIC 640: “O túmulo vazio constitui, em si mesmo, um sinal essencial. A ausência do corpo de Cristo no sepulcro não foi explicada por hipótese humana.”
CIC 641: “Maria Madalena e as santas mulheres foram as primeiras a encontrar Jesus ressuscitado. Depois, Pedro foi chamado a confirmar a fé dos irmãos.”
CIC 642: “As aparições do Ressuscitado aos discípulos transformaram a sua incredulidade em fé pascal.”
Aparição a Nossa Senhora
A tradição nos ensina que a primeira aparição de Cristo ressuscitado foi à Santíssima Virgem Maria. Isso explica por que Ela não foi com as outras santas mulheres ao sepulcro: não chorava sem esperança, pois conservara firme a fé e a certeza da Ressurreição. Pela perfeição da Sua fé e fidelidade, recebeu a primeira visita do Filho ressuscitado. Nada seria mais justo e conveniente do que Cristo, vencedor da morte, aparecer primeiro à Sua Mãe Santíssima.
Bíblia
Lc 1,45: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.”
Jo 19,25-27: “Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe…”
