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Missão Católica
Missão Regnum Mariae
Para que venha o Reino de Cristo, venha o Reino de Maria
2ª semana — conhecimento de Maria · exercício 3

Dia 21: Mãe dos predestinados

Contemplar Maria formando os discípulos na caridade, na humildade e na união com Jesus.

Formação em vídeo

Vídeo do Dia 21

Assista às orientações desta etapa e à meditação do Pe. Eryc dos Santos, IBP, no canal Missa Tridentina em Brasília. Depois, continue com os textos e as orações desta página.

Em poucas palavras

Contemplar Maria formando os discípulos na caridade, na humildade e na união com Jesus.

Para meditar

  1. Maria leva Jesus e se põe a servir.
  2. O Magnificat atribui toda grandeza a Deus.
  3. A ação materna pede nossa cooperação livre e fiel.

Leituras do dia

Lucas 1,39-56Tratado, nn. 135-143

Os textos completos estão disponíveis logo abaixo.

Leitura e meditação

Abra as leituras deste dia

Leia devagar. Quando uma frase tocar o coração, pare, converse com Deus e transforme a luz recebida num propósito concreto.

Sagrada EscrituraLucas 1,39–56Abrir leitura

39E naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas a uma cidade de Judá.

40E entrou na casa de Zacarias, e saudou a Isabel.

41E aconteceu que tanto que Isabel ouviu a saudação de Maria, deu o menino saltos no seu ventre: E Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42E bradou em alta voz, e disse: Benta és tu entre as mulheres, e bento é o fruto do teu ventre.

43E donde a mim esta dita, que venha visitar-me a que é mãe de meu Senhor?

44Porque assim que chegou a voz da tua saudação aos meus ouvidos, logo o menino deu saltos de prazer no meu ventre.

45E bem-aventurada tu, que creste, porque se hão de cumprir as coisas, que da parte do Senhor te foram ditas.

46Então disse Maria: A minha alma glorifica o Senhor.

47E o meu espírito se alegrou por extremo em Deus, meu Salvador.

48Por êle ter pôsto os olhos na baixeza da sua escrava: Porque eis aí de hoje em diante me chamarão bem-aventurada tôdas as gerações.

49Porque me fez grandes coisas o que é Poderoso: E Santo o seu nome.

50E a sua misericórdia se estende de geração a geração sôbre os que o temem.

51Êle manifestou o poder do seu braço: Dissipou os que no fundo do seu coração formavam altivos pensamentos.

52Depôs do Trono os poderosos, e elevou os humildes.

53Encheu de bens os que tinham fome: E despediu vazios os que eram ricos.

54Tomou debaixo da sua proteção a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia.

55Assim como o tinha prometido a nossos pais, a Abraão, e à sua posteridade para sempre.

56E ficou Maria com Isabel perto de três meses: Depois dos quais voltou para sua casa.

Bíblia Sagrada, tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (domínio público)
Leitura espiritualTratado da Verdadeira Devoção, nn. 135–143Abrir leitura

135. Primeiro motivo, que nos mostra a excelência desta consagração de nós mesmos a Jesus Cristo pelas mãos de Maria. Desde que não se pode conceber sobre a terra emprego mais relevante que o serviço de Deus; se o menor servidor de Deus é mais rico, mais poderoso e mais nobre que todos os reis e imperadores da terra que não sejam também servidores de Deus, quais não serão as riquezas, o poder e a dignidade do fiel e perfeito servidor que se tiver devotado ao serviço divino, tão inteiramente e sem reserva quanto for capaz!? Assim será um fiel e amoroso escravo de Jesus e Maria, que, pelas mãos de Maria Santíssima, se entregar inteiramente ao serviço deste Rei dos reis, e que não reservar nada para si: nem todo o ouro da terra e as belezas do céu o podem pagar.

136. As outras congregações, associações e confrarias eretas em honra de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, que promovem grande bem no cristianismo, não mandam que se dê tudo sem reserva; não prescrevem a seus associados mais que certas práticas e atos para satisfazerem suas obrigações; deixam-nos livres em todas as outras ações e instantes de sua vida. Mas nesta devoção, que apresento, damos sem reserva a Jesus e a Maria todos os nossos pensamentos, palavras, ações e sofrimentos, e todos os momentos da vida: de sorte que, ou despertados ou adormecidos, bebendo ou comendo, nas ações as mais importantes como nas mais corriqueiras, pode-se sempre dizer em verdade que o que fazemos, embora nem sequer nos ocorra a ideia, pertence a Jesus e a Maria em virtude da nossa oferta, a menos que o retratemos expressamente. Que consolação!

137. Além disso, como já ficou dito, não há outra prática como esta, pela qual nos desfazemos facilmente de um certo espírito de propriedade, que se insinua até nas melhores ações; e nosso bom Jesus nos dá esta grande graça em recompensa do ato heroico e desinteressado que fizemos, cedendo-lhe, pelas mãos de sua Mãe Santíssima, todo o valor de nossas boas obras. Se, mesmo neste mundo, ele dá o cêntuplo àqueles que, por seu amor, abandonam os bens exteriores, temporais e caducos (Cf. Mt 19,20), em que proporção dará aos que lhe sacrificarem até seus bens interiores e espirituais?!

138. Jesus, nosso divino amigo, deu-se a nós sem reserva, seu corpo e sua alma, suas virtudes, graças e méritos: “Se toto totum me comparavit” – diz São Bernardo: Ele ganhou-me inteiramente dando-se inteiramente a mim. A justiça e a gratidão exigem, portanto, que lhe demos tudo que pudermos. Foi Ele o primeiro a ser liberal para conosco; sejamos também generosos para com Ele e experimentaremos mais ainda sua liberalidade, durante a vida, na hora da morte e por toda a eternidade. “Cum liberali liberalis erit.” ARTIGO II Esta devoção nos leva a imitar o exemplo dado por Jesus Cristo, e a praticar a humildade

139. Segundo motivo, que nos mostra que é justo e vantajoso aos cristãos consagrar-se, por esta prática, inteiramente à Santíssima Virgem, a fim de pertencer mais perfeitamente a Jesus Cristo. Este bom Mestre não desdenhou encerrar-se no seio da Santíssima Virgem, como um cativo, um escravo amoroso, e submeter-se a ela, obedecendo-lhe durante trinta anos. É aqui, repito, que o espírito humano se confunde, quando reflete seriamente nesta atitude da divina Sabedoria encarnada, que não quis, embora podendo, dar-se diretamente aos homens, preferindo fazê-lo por intermédio da SS. Virgem; que não quis aparecer no mundo em plena idade viril, independente de quem quer que fosse, mas como uma criancinha dependendo dos cuidados de sua Mãe Santíssima, e mantida por ela. Esta Sabedoria infinita, cheia de um desejo imenso de glorificar a Deus seu Pai e de salvar os homens, não encontrou meio algum mais perfeito nem mais simples de fazê-lo, do que se submetendo em todas as coisas à Santíssima Virgem, não só durante oito, dez ou quinze anos, mas durante trinta anos; e Ele deu mais glória a Deus seu Pai durante todo esse tempo de submissão à Santíssima Virgem, como não lhe deu empregando os últimos três anos de sua vida a fazer prodígios, a pregar por toda parte, a converter os homens. Oh! que grande glória, damos a Deus, submetendo-nos a Maria, a exemplo de Jesus. Com um exemplo tão visível e conhecido de todo mundo, seremos insensatos a ponto de pensar que encontraremos um meio mais perfeito e mais certo para glorificar a Deus, que não seja subme-tendo-nos a Maria, a exemplo de seu Filho?

140. Lembremos aqui, para prova da dependência que devemos ter para com Maria, o que já ficou dito (n. 14-39), citando os exemplos que nos dão o Pai, o Filho e o Espírito Santo nesta dependência. Deus Pai nos deu e dá seu Filho por ela somente, só produz outros filhos por meio dela, e só por intermédio dela nos comunica suas graças. Deus Filho foi formado para todo o mundo, por ela, e não é senão por ela que é formado todos os dias, e gerado por ela em união com o Espírito Santo, e é ela a única via pela qual nos comunica suas virtudes e seus méritos. O Espírito Santo formou Jesus Cristo por meio dela, e por meio dela forma os membros de seu corpo místico, e só por ela nos dispensa seus dons e favores. Depois de exemplos tão claros e instantes, poderemos, sem uma extrema cegueira, prescindir de Maria, deixar de consa-grar-nos a ela e de depender dela para irmos a Deus e a Ele nos sacrificarmos?

141. Eis algumas passagens dos Santos Padres, que escolhi como prova do que acabo de dizer: “Duo filii Mariae sunt, homo Deus e homo purus; unius corporaliter, et alterius spiritualiter mater est Maria” (São Boaventura e Orígenes)1. “Haec est voluntas Dei, qui totum nos voluit habere per Mariam; ac proinde, si quid spei, si quid gratiae, si quid salutis, ab ea noverimus redundare” (São Bernardo)2. “Omnia dona, virtutes, gratiae ipsius Spiritus Sancti, quibus vult, et quando vult, quomodo vult, quantum vult per ipsius manus administrantur” (São Bernardino)3. “Qui indignus eras cui daretur, datum est Mariae, ut per eam acciperes quidquid haberes” (São Bernardo)4.

142. Deus, vendo que somos indignos de receber suas graças diretamente de suas mãos divinas, dá-as a Maria, a fim de obtermos por ela o que Ele nos quer dar; e também redunda em glória para Ele, receber pelas mãos de Maria o reconhecimento, o respeito e o amor que lhe devemos por seus benefícios. É, pois, muito justo que imitemos o procedimento de Deus, a fim – diz São Bernardo5 – de que a graça volte a seu autor pelo mesmo canal por onde veio: “Ut eodem alveo ad largitorem gratia redeat quo fluxit”. É o que fazemos por meio de nossa devoção: oferecemos e consagramos à Santíssima Virgem tudo o que somos e tudo o que possuímos, a fim de que Nosso Senhor receba por sua mediação a glória e o reconhecimento que lhe devemos. Reconhecemo-nos indignos e incapazes de, por nós mesmos, aproximar-nos de sua majestade infinita; e por isso servimo-nos da intercessão da Santíssima Virgem.

143. Além disso, é uma prática de grande humildade, virtude que Deus ama acima de todas as outras. Uma alma que se eleva a si mesma, rebaixa Deus; Deus resiste aos soberbos e dá sua graça aos humildes (Tg 4,6). Se vos rebaixais crendo-vos indignos de aparecer diante dele e de vos aproximar dele, Ele desce, rebaixa-se para vir até vós, para comprazer-se em vós, e para vos elevar. Quando, porém, tentamos aproximar-nos atrevidamente de Deus, sem medianeiro, Deus se esquiva e não conseguimos atingi-lo. Oh! quanto Ele ama a humildade de coração. É a esta humildade que convida esta prática de devoção, humildade de coração. É a esta humildade que convida esta prática de devoção, pois ensina a não nos aproximarmos diretamente de Nosso Senhor, por misericordioso e doce que Ele seja, mas a nos servirmos sempre da intercessão da Santíssima Virgem tanto para comparecer diante de Deus, como para lhe falar, aproximar-nos dele, oferecer-lhe qualquer coisa, para nos unirmos ou nos consagrarmos a Ele. ARTIGO III Esta devoção nos proporciona as boas graças da Santíssima Virgem § I. Maria se dá a quem é seu escravo por amor.

São Luís Maria Grignion de Montfort — edição integral indicada na página

Exame do coração

  • Minha devoção me torna mais disponível para servir?
  • Atribuo a Deus os frutos que aparecem em mim?
Propósito concreto

Ajude alguém com prontidão, imitando a Visitação.

Orações de cada etapa

Abra e reze sem sair da página

O manual indica as orações conforme a etapa. Nos doze dias iniciais, apresenta como prática possível o Veni Creator e o Ave Maris Stella.

Veni Creator Spiritus — todos os períodosAbrir oração

Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos fiéis e enchei de graça celestial os corações que criastes.

Sois chamado Paráclito, dom do Deus Altíssimo, fonte viva, fogo, caridade e unção espiritual. Derramai sobre nós os vossos sete dons; iluminai nossos sentidos, infundi amor em nossos corações e fortalecei nossa fraqueza.

Repeli o inimigo para longe, dai-nos prontamente a paz e, guiados por vós, evitemos todo mal. Fazei-nos conhecer o Pai e o Filho e crer sempre em vós, que procedeis de ambos. Amém.

Ave Maris Stella — todos os períodosAbrir oração

Salve, Estrela do mar, santa Mãe de Deus, sempre Virgem, feliz porta do céu. Recebendo aquele Ave dos lábios de Gabriel, firmai-nos na paz, mudando o nome de Eva.

Quebrai as cadeias dos pecadores, dai luz aos cegos, afastai nossos males e alcançai-nos todos os bens. Mostrai que sois Mãe; receba por vós nossas preces aquele que, nascendo por nós, quis ser vosso Filho.

Virgem singular, mansa entre todas, fazei-nos, livres das culpas, mansos e castos. Concedei-nos vida pura, preparai-nos caminho seguro, para que, vendo Jesus, sempre nos alegremos. Amém.

Ladainha do Espírito Santo — 1ª, 2ª e 3ª semanasAbrir oração

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que procedeis do Pai e do Filho, vinde a nós.

Espírito de sabedoria e entendimento, tende piedade de nós.

Espírito de conselho e fortaleza, tende piedade de nós.

Espírito de ciência, piedade e temor do Senhor, tende piedade de nós.

Espírito de fé, esperança, caridade e paz, tende piedade de nós.

Espírito de graça e oração, tende piedade de nós.

Espírito de humildade, pureza e obediência, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, enviai-nos o Espírito Santo.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Oremos: Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos apreciar retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozar sempre de sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Rosário ou ao menos o Terço — 2ª semanaAbrir oração

Contemple os mistérios da vida de Cristo com Maria. Inicie pelo Credo, Pai-nosso, três Ave-Marias e Glória. Em cada dezena: anuncie o mistério, reze um Pai-nosso, dez Ave-Marias e um Glória.

Segunda e sábado: gozosos. Terça e sexta: dolorosos. Quarta e domingo: gloriosos. Quinta: luminosos.