
A Igreja Católica e a Salvação
O que é a Igreja?
A Igreja Militante é a Igreja que ainda está aqui sobre a terra, daqueles que militam, que lutam pela salvação eterna. A definição simples e precisa de Igreja é: a sociedade ou reunião das pessoas batizadas que, vivendo na terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, participam dos mesmos sacramentos e obedecem aos legítimos pastores, em particular ao Romano Pontífice, o Papa.
Esta definição evita concepções vagas como "povo de Deus" (termo que se aplicava propriamente aos judeus no Antigo Testamento) e estabelece com clareza os elementos constitutivos da Igreja de Cristo na terra.
Bíblia:
"Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado" (Mt 28,19-20).
"Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lc 10,16).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
781: "A Igreja é, em Cristo, como que o sacramento, isto é, o sinal e o instrumento da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano".
752: "Nas Escrituras, encontramos muitas imagens que exprimem esta íntima união e esta variedade. A Igreja é o redil, cuja porta única e necessária é Cristo. É também o rebanho, cujo pastor será o próprio Deus".
As condições para ser membro da Igreja
A partir da definição de Igreja, podemos concluir que para ser membro da Igreja de Cristo são necessárias três coisas: a fé, o batismo e a submissão aos legítimos pastores (ao Papa em primeiro lugar), além de não ter sido excluído da Igreja por alguma pena ou sanção canônica. Se faltar uma dessas três condições (fé, batismo ou submissão ao Papa), não se pode dizer que alguém seja membro da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Bíblia:
"Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc 16,16).
"Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3,5).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
837: "Estão plenamente incorporados na sociedade da Igreja os que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam a totalidade da sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e, pelo vínculo da profissão de fé, dos sacramentos, do governo eclesiástico e da comunhão, estão unidos, na sua estrutura visível, a Cristo, que a governa pelo Sumo Pontífice e pelos Bispos".
846: "A Igreja sabe que é ela própria o instrumento da salvação de todos os que entram na Igreja".
A Igreja como sociedade perfeita
A Igreja Católica é uma sociedade perfeita. Sociedade perfeita é aquela que tem o fim supremo na sua ordem e que dispõe de todos os meios necessários para atingir esse fim. Existem apenas duas sociedades perfeitas: a Igreja e o Estado. A Igreja tem a finalidade suprema na ordem sobrenatural (o Céu, a salvação eterna) e possui todos os meios para conduzir seus membros a essa finalidade. O Estado, por sua vez, tem a finalidade suprema na ordem natural (o bem comum da sociedade civil) e dispõe dos meios para alcançá-lo.
Quando se diz "sociedade perfeita", não significa que não haja problemas ou defeitos em seus membros, mas sim que ela tem em si mesma todos os recursos para cumprir sua missão.
Bíblia:
"Todo o poder me foi dado no céu e sobre a terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações" (Mt 28,18-19).
"Constituiu-o cabeça de toda a Igreja, que é o seu corpo" (Ef 1,22-23).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
771: "Cristo, único mediador, estabeleceu na terra e incessantemente sustenta a sua Igreja santa, comunidade de fé, esperança e caridade, como um corpo visível, pela qual difunde a verdade e a graça a todos".
873: "O próprio Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade".
Fora da Igreja não há salvação
Para encontrar a salvação é preciso estar unido a Nosso Senhor Jesus Cristo: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,5). Consequentemente, é preciso estar na Igreja, pertencer à Igreja para salvar-se. Este é o famoso dogma "Extra Ecclesiam nulla salus" (fora da Igreja não há salvação). Assim como fora da arca de Noé ninguém podia salvar-se do dilúvio — imagem corrente utilizada pelos Padres da Igreja e pelo Magistério —, fora da Igreja Católica Apostólica Romana ninguém pode salvar-se.
Os justos do Antigo Testamento (profetas, patriarcas) salvaram-se porque tinham fé em Nosso Senhor Jesus Cristo que haveria de vir, e por essa fé, de alguma forma, já pertenciam à Igreja que seria fundada.
Bíblia:
"Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,5).
"Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
846: "Fora da Igreja não há salvação. Esta afirmação não se dirige aos que, sem culpa sua, ignoram Cristo e a sua Igreja".
848: "Embora Deus possa, por caminhos que só ele conhece, levar à fé os que, sem culpa, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e o direito de evangelizar todos os homens".
E quem se encontra sem culpa fora da Igreja?
Aqueles que, sem culpa própria (ignorância invencível), estão fora da Igreja, podem salvar-se em condições bem estritas:
Estar em boa fé (ignorância invencível: a pessoa está na impossibilidade real de conhecer qual é a Igreja de Cristo, sem negligência da sua parte).
Ter recebido o batismo ou ao menos o desejo implícito de recebê-lo (batismo de desejo).
Reconhecer a existência de um só Deus (o que se pode conhecer pela simples razão).
Praticar a lei natural (aquela que São Paulo diz estar inscrita no coração de todos os homens).
Procurar sinceramente a verdade e cumprir a vontade de Deus o melhor que pudesse, abandonando tudo o que seja contrário à vontade de Deus.
Nessas condições, a pessoa pertence de algum modo à Igreja por esse desejo. Não se trata de dizer que qualquer um que pratique bem a sua religião vai para o céu — um muçulmano que comete atentados, por exemplo, age contra a lei natural e os mandamentos de Deus, que podem ser conhecidos por qualquer um.
Bíblia:
"Quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, eles, não tendo lei, são lei para si mesmos; pois mostram a obra da lei escrita em seus corações" (Rm 2,14-15).
"Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
847: "Aqueles que, sem culpa própria, ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas procuram a Deus com coração sincero e esforçam-se, sob o influxo da graça, por cumprir na prática a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna".
1257: "Deus vinculou a salvação ao sacramento do Batismo, mas ele mesmo não está vinculado aos seus sacramentos".
Para salvar-se, é preciso ser membro vivo da Igreja
Não basta ser católico: é preciso ser membro vivo da Igreja de Cristo, isto é, estar unido a Deus pela graça, sem pecado mortal. Aquele que é membro da Igreja pela fé, pelo batismo e pela submissão à autoridade, mas está em pecado mortal, é um membro morto da Igreja e, consequentemente, não se salva se morrer nesse estado.
Bíblia:
"A fé sem obras é morta" (Tg 2,26).
"Não sabeis que os injustos não possuirão o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros... herdarão o Reino de Deus" (1Cor 6,9-10).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
837: "A Igreja peregrina é necessária à salvação. Só Cristo é mediador e caminho de salvação; ora, Ele torna-se presente para nós no seu Corpo que é a Igreja".
1033: "Morrer em pecado mortal sem estar arrependido e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa permanecer separado d'Ele para sempre, por livre escolha".
A Igreja de Cristo é indefectível e o significado disso
A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é indefectível, o que significa duas coisas:
Ela continuará existindo até o fim dos tempos, até à consumação dos séculos, como Nosso Senhor mesmo disse: "As portas do inferno não prevalecerão contra ela" e "Eis que estou convosco até o fim dos tempos".
Ela continuará existindo tal como foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, sem mudar a sua natureza, sem mudar a sua essência. A Igreja é hierárquica (com bispos) e monárquica (com a autoridade suprema do Papa), e assim permanecerá até o fim. Aquilo que é de constituição divina permanece até o fim.
Isso não significa que tudo na Igreja seja imutável: coisas que não são de instituição divina (como conferências episcopais nacionais) podem mudar sem problema. Mas a constituição divina — a hierarquia, o primado do Papa, os bispos — permanece para sempre.
Bíblia:
"As portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
"Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28,20).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
768: "Cristo mantém a sua Igreja indefectivelmente santa e, apesar das fraquezas de seus membros, condu-la à perfeição do amor".
769: "A Igreja avançará através das perseguições do mundo e das consolações de Deus, até chegar à perfeição no fim dos tempos".
Por que a Igreja é tão perseguida?
A Igreja, sendo o Corpo Místico de Cristo, é perseguida como seu Fundador foi perseguido, e assim será até o fim. Ela é perseguida porque reprova os vícios, combate as paixões e condena os erros. Isso gera oposição daqueles que não têm boa disposição: quem quer viver no pecado e ama o seu pecado odeia a luz e combate a luz, como disse São João.
A perseguição à Igreja vem tanto externamente (de fora) quanto internamente (de seus próprios membros), mas ela permanece intacta na sua essência e nos seus ensinamentos.
Bíblia:
"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia" (Jo 15,18-19).
"Todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas" (Jo 3,20).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
675: "A Igreja só entrará na glória do Reino através desta última Páscoa, na qual seguirá o seu Senhor na sua morte e ressurreição".
769: "A Igreja, sua esposa e seu corpo, sofre com Cristo, é manifestada por ele, cumpre o mistério da salvação através dele e, de certo modo, nele".
Deveres nossos para com a Igreja
Como membros da Igreja, temos deveres importantes para com ela:
Amor ilimitado pela Igreja: não confundir as deficiências e pecados dos membros com a Igreja em si. A Igreja é santa e santificadora, não "santa e pecadora". Não se deve dizer que a Igreja precisa ser "sempre reformada" (ecclesia semper reformanda), mas sim que nós é que precisamos nos reformar para uma adesão mais plena aos ensinamentos de sempre da Igreja Católica.
Considerar-nos felizes e infinitamente honrados por pertencer a ela.
Empenhar-nos pela glória da Igreja, pelo seu aumento e crescimento por todos os meios ao nosso alcance.
Defender a glória da Igreja atacada, sobretudo vivendo bem, seguindo aquilo que a Igreja nos ensina.
Procurar a expansão da Igreja para que tenha cada vez mais membros, começando pela oração, pois fora da Igreja não há salvação.
Bíblia:
"Zelai com zelo pelos melhores dons" (1Cor 12,31).
"Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie operários para a sua seara" (Mt 9,38).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
2044: "A fidelidade dos batizados é uma condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo".
849: "A missão da Igreja é universal, porque o mandamento de Cristo é universal, e porque uma só é a natureza humana, uma só a salvação para todos os homens".
A Igreja docente e a Igreja discente
Na Igreja Militante há uma distinção muito importante: uns mandam e outros obedecem, uns ensinam e outros são ensinados. Esta distinção foi estabelecida por Nosso Senhor Jesus Cristo e é de direito divino.
Igreja Docente (que ensina): composta pelos bispos unidos ao Papa, e pelo Papa também. Os sacerdotes participam desse poder em união com seus bispos.
Igreja Discente (que é ensinada): composta pelos fiéis que recebem o ensinamento.
Esta distinção estabelece a hierarquia propriamente dita na Igreja. Nosso Senhor escolheu os Doze, deu-lhes a missão de ensinar todos os povos, e deu aos fiéis a obrigação de ouvi-los: "Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza".
Bíblia:
"Escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos" (Lc 6,13).
"Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita" (Lc 10,16).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
874: "O próprio Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade".
888: "O ofício de ensinar dos Bispos e do Papa, embora em graus diversos, tem a missão de anunciar aos homens, com autoridade, a verdade que salva".
Igreja hierárquica de direito divino
A hierarquia da Igreja é de direito divino, ou seja, foi estabelecida por Cristo e deve permanecer até o fim. Esta hierarquia possui três poderes, que correspondem à tríplice missão de Cristo: Sacerdote, Profeta e Rei.
Estes poderes não se confundem com os três poderes na política (executivo, legislativo e judiciário). Na Igreja, os três poderes (governar, ensinar e santificar) são exercidos pela hierarquia.
Bíblia:
"Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no céu" (Mt 18,18).
"Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,22-23).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
873: "O próprio Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade".
880: "O colégio episcopal, com o Papa à sua cabeça, e nunca sem esta cabeça, é também sujeito do poder supremo e pleno sobre toda a Igreja".
Os poderes de governar, ensinar e santificar
1. Poder de Governo (ou de Jurisdição)
É o poder de governar, fazer leis e julgar. Este poder é exercido pelo Papa e pelos bispos em comunhão com ele.
2. Poder de Ensinar (Magistério)
É o poder de ensinar a doutrina revelada. O Papa tem o poder supremo de magistério; os bispos têm o poder de magistério com relação aos fiéis em suas dioceses, subordinado ao do Papa.
3. Poder de Ordem (ou de Santificar)
É o poder de administrar os sacramentos e santificar os fiéis. Este poder não vem do Papa, mas do próprio sacramento da ordem. Por exemplo, um bispo validamente consagrado, mesmo que depois abandone a Igreja, continua celebrando validamente os sacramentos (embora o faça ilicitamente, em pecado). O poder de ordem é indelével.
Bíblia:
"Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19) — poder de santificar na Eucaristia.
"Ide e ensinai todas as nações" (Mt 28,19) — poder de ensinar.
"Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,17) — poder de governar.
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
875: "Como é que hão de invocá-lo sem antes crer nele? E como é que hão de crer sem antes o ouvir pregar? E como é que hão de pregar sem serem enviados?"
893: "O Bispo, pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração, recebe o sacramento da Ordem, com a santificação, o ensinamento e o governo".
A jurisdição universal do Papa e o poder supremo de magistério
O Papa tem o poder de jurisdição supremo, universal, direto e imediato sobre toda a Igreja. Ele pode intervir numa diocese diretamente, se necessário, sem passar pelo bispo. O Papa recebe o poder de jurisdição e o poder de magistério diretamente de Nosso Senhor Jesus Cristo no momento em que aceita a sua eleição, mesmo que ainda não tenha sido consagrado bispo (embora, por tradição, seja logo consagrado).
O poder de jurisdição do Papa é:
Supremo: não há autoridade superior na terra.
Universal: estende-se a toda a Igreja.
Direto e imediato: pode ser exercido sobre qualquer fiel ou diocese sem intermediários.
Bíblia:
"Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,19).
"Apascenta as minhas ovelhas... Apascenta os meus cordeiros" (Jo 21,15-17).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
882: "O Papa, Bispo de Roma e sucessor de Pedro, é o princípio perpétuo e visível e o fundamento da unidade dos Bispos e da multidão dos fiéis".
937: "O Papa goza, por instituição divina, de poder supremo, pleno, imediato e universal para o cuidado das almas".
O poder dos bispos: particular e subordinado ao Papa
O bispo tem jurisdição na sua diocese, no território que lhe foi confiado pelo Papa. É um poder próprio que o bispo recebe, mas que é exercido sempre sob a autoridade do Papa, dentro dos limites estabelecidos pelas leis universais da Igreja.
Se um bispo age contra as leis universais do Papa (por exemplo, recusando-se a aplicar um Motu Proprio papal), está agindo de forma cismática, pois não reconhece a autoridade do Papa sobre a sua diocese.
Importante distinção:
O Papa recebe o poder de jurisdição e magistério diretamente de Cristo.
Os bispos recebem esses poderes do Papa, quando lhes é confiada uma diocese.
Quanto ao poder de ordem (santificar), bispo e Papa são iguais — ambos têm a plenitude do sacerdócio. A diferença está no poder de jurisdição e magistério: no Papa, é supremo e universal; no bispo, é particular e subordinado.
Bíblia:
"Obedecei a vossos pastores e estai-lhes sujeitos, porque eles velam por vossas almas" (Hb 13,17).
"Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21).
Catecismo da Igreja Católica (CIC):
886: "Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, recebem do Senhor a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura".
887: "Os Bispos, colocados à frente das Igrejas particulares, exercem o seu governo sobre a porção do Povo de Deus que lhes foi confiada, com a autoridade que receberam do Papa".
